20 de jul de 2013

O amor tem linguagens - Parte 2

Vamos concluir no post de hoje a seqüência das Cinco linguagens do amor. No texto anterior falamos do toque físico e atos de serviço.  Agora vamos destacar: Tempo de qualidade, Palavras de afirmação e Presentes.
Tempo de qualidade
Essa é uma linguagem que os dois homem e mulher normalmente se identificam. Meu esposo João, tem  essa linguagem bem evidente. Para nós, qualquer tempo, por pouco que seja que podemos passar juntos, só nós dois com a cabeça em nós, fazemos bem. É isso que quer dizer, tempo de qualidade.
João gosta de um tempo para deitar na rede, ir a padaria essas coisas comuns do cotidiano que fazem a diferença para ele. Onde ele está, arruma um jeito de colocar uma rede (e é porque a cearense sou eu). Temos uma rede na sala, ele já providenciou um armador para o quarto e na varanda. Ele gosta que eu deite na rede com ele , isso é algo que fazemos e precisamos desse tempo de qualidade.
Então, se o casal já trabalha muito, e ao longo do dia se desencontram em diferentes atividades, qualquer tempo de qualidade que tiver juntos é bom valorizar. De vez em quando, a gente providencia uma viagem, mesmo que seja rápida, porque é um tempo de sair do contexto e entrarmos em outra atmosfera diferente para valorizar coisas pequenas, mas que são importantes.
Mas, se muitos não têm oportunidades de fazer viagens, qualquer coisa que se faça junto com qualidade é uma linguagem que demonstra tempo de qualidade, porque essa é uma das linguagens do amor.
Palavras de afirmação
Também serve para os dois homens e mulheres, mas parece que as mulheres se identificam mais com essa linguagem. Mas, o que significa palavras de afirmação? Elogio, reconhecimento do seu serviço, gratidão pelo que você fez. É aquilo que se fala de bom para aquela pessoa.
Palavra de afirmação é reconhecer o que ele é, o que ela é para você. Por exemplo: “Você ficou bem com essa roupa!”, “Você pregou bem”,porque no seu espírito você sabe quando o negócio foi bom, você sabe quando não foi tão bom também e sabe quando foi mais ou menos. Mas, às vezes, você precisa que o cônjuge diga aquilo.
Depois de casada, um certo dia, meu marido falou que eu era uma boa mestra, que ensinava bem, fiquei bem surpresa, porque outras pessoas já tinham me dito isso, mas da boca dele eu nunca tinha ouvido, e era necessário, porque às vezes, moramos com alguém e precisamos saber o que ela pensa de bom ao nosso respeito.
Saber reconhecer as qualidades do outro é muito importante, porque podemos ouvir esses elogios dos amigos, mas ouvir do cônjuge faz toda a diferença. Aprendi ao longo desses anos casada que dá para conviver bem com as nossas diferenças. Eu particularmente acho legal conviver com as diferenças.
João é um legitimo homem do campo, ele possui uma granja próximo a Campina Grande e ele gosta de ir cedo para lá, trabalhar organizando-a, é uma coisa que ele gosta. Se eu não gosto de fazer aquilo eu o libero para ele se sentir livre para fazer o que ele gosta. Tento me encaixar sempre que possível naquilo que ele gosta, porque isso é uma linguagem de amor para ele. De vez em quando dou uma de “interiorana” mesmo não sendo “a minha praia”, mas é a dele. Se você casou, pronto, casou.
Você que é solteiro, lembre-se você tem a sua praia, mas quando casar será necessário uma praia em comum. Vocês têm que se misturar, pegar um pouco dele e ele pegar um pouco de você. Não existe isso de “eu vou ficar do meu jeito e ele se quiser que ceda” Não amados, casou tem que se misturar. É claro que você não precisa deixar de ser você e absorver tudo o que aquela pessoa é, mas precisa se misturar. Tendo a diplomacia de saber até onde pode se misturar.
Por exemplo, de vez em quando, João coloca uma forcinha e vai ao shopping comigo. Ou no cinema também. Ao longo desses 17 anos se esforçando ele começou a gostar de algumas coisas que eu gosto. Coisas comuns como: avaliar algo se está bonito, comprar uma roupa e sapato. Eu amo praia. Se eu pudesse amanhecer e anoitecer estava ótimo e ele se esforça, vai comigo mesmo que não fique muito no sol. Então, nós somos diferentes e precisamos nos misturar, porque casamento é mistura. Você não precisa misturar tudo o que você é, mas precisa misturar um pouco.
Presentes
Essa é seguramente uma linguagem que a mulher gosta muito. A mulher gosta de um presentinho. Mas é necessário termos cuidado, porque, às vezes, vemos os outros pelos óculos da gente e achamos: bom se eu gosto muito de ganhar presentes com certeza ele gosta. Afinal, quem não gosta de ganhar presentes?  Mas, talvez, a linguagem do outro não seja essa. Não posso exigir que ele seja como eu sou. Não podemos olhar os outros pelos óculos de nós mesmos. Porque a minha visão é uma e a dele é outra. Portanto, eu tenho que deixar claro as minha visão para ele como eu preciso me esforçar para saber quais é a dele.
Presentes não quer dizer gastar muito dinheiro com aquela pessoa. Presente quer dizer trazer alguma coisa para aquela pessoa. Viajei e no aeroporto achei alguma coisa para você. A questão não é a quantidade de dinheiro que se gasta com aquele presente, mas simplesmente presentear.
Algumas mulheres se sentem derretidas ao ganhar flores, já outras em ganhar sapatos, outras ao ganhar uma bijuteria. Então, você tem que descobrir qual a linguagem de presente que a pessoa gosta. Meu marido, por exemplo, gosta de terno e gravata esse é o estilo dele. De fato, devemos aprender a lidar bem com as diferenças.
Tem pessoas que chegam a se separar sem traição. Se dão bem, são bons amigos, convivem até bem, mas não sabem respeitar as diferenças. Um quer porque quer que o outro seja você e termina com uma separação. Saber descobrir o que o outro gosta e saber dar a ele é muito importante.