17 de mai de 2014

Três Grandes Palavras - E. W. Kenyon


E. W. Kenyon


“Remissão”

Esta é uma das grandes palavras da Nova Aliança. Significa
extirpar, eliminar algo como se nunca houvesse existido.
Quando um exército é disperso isto quer dizer que ele é
cancelado, quitado, desfeito. Cessa de existir, é como se
nunca houvesse existido.
A palavra “remissão” nunca é usada a não ser associada com
o novo nascimento.
Depois que nos tornamos crentes temos nossos pecados
perdoados com base no nosso relacionamento e intercessão
de Cristo.
Quando chegamos a Ele como pecadores, e O recebemos
como Salvador, e O confessamos como Senhor, então tudo o
que fizemos no passado é eliminado.
No novo nascimento, tudo o que fomos no passado cessa de
existir e uma nova criação toma o lugar da velha.
Seis ou oito vezes nas epístolas a palavra “remissão” é
traduzida perdão.
Efésios 1:7 “... em quem temos a redenção pelo seu sangue,
a remissão das ofensas.”
Leia também Col. 1:13-14, Lucas 24:27, Atos 2:38, 26:18,
10:43. A remissão dos nossos pecados fica em lugar do bode
emissário na Primeira Aliança. Ele levava os pecados do
povo de Israel uma vez por ano, enquanto o sangue os cobria
como nação.
Por causa do sangue de Cristo, nossos pecados são remidos e
nós somos recriados.
“Perdão”

Perdão é uma palavra que sugere relacionamento.
Falo agora sob o ponto de vista da Nova Aliança .
Quando um pecador aceita Cristo como Salvador, seu espírito é recriado e seus
pecados remidos. Mas por ignorância ele continua tendo consciência do pecado.
Com base neste relacionamento de filho de Deus, e o
ministério de Jesus a mão direita do Pai, o crente encontra-se
seguro do perdão para qualquer pecado que cometa.
1 João 1 e 2 trata da grande questão do perdão.
Quando um filho de Deus comete pecado, ele quebra sua
comunhão com o Pai.
Ele não quebra seu relacionamento, apenas a comunhão.
Como marido e mulher quando destratam um ao outro. Isto
destrói a comunhão do lar, mas pode ser restaurada pelo
perdão.
Somos constituídos de tal forma que podemos perdoar.
A mesma verdade é aplicada entre o crente e o Pai. No
momento que pecamos a nossa comunhão é quebrada com
Ele, mas se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e
justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a
injustiça.
1 João 2:1-2 “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para
quando não pequeis, e, se alguém pecar, temos um advogado
para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.”
Esta notável expressão “justo”, encerra dentro de si uma
graça maravilhosa.
Expiação

A Primeira Aliança tinha a Lei, que nos chamamos de Lei
Mosaica; o sacerdócio, os sacrifícios e as ordenanças.
Quando a Lei foi quebrada (e tinha de acontecer pois Israel
era morto espiritualmente) o sacerdócio foi ordenado a fazer
uma expiação ou cobertura para o povo.
Israel não tinha vida eterna. E esta não podia vir a ter até que
Jesus viesse e nos redimisse. Ele disse: “Eu vim para que
tenhais vida, e a tenham com abundância.”
Lembre-se de que receber vida eterna é o maior
acontecimento na experiência do ser humano.
No grande dia da expiação, nós observamos que duas coisas
notáveis tomavam lugar.
Em primeiro lugar, circuncidado de grande cuidado e
precaução, o sumo sacerdote levava o sangue de um animal
inocente para o Santo dos Santos e o aspergia sobre o
propiciatório que cobria a lei Quebrada. Desta forma Israel
estava coberto com sangue por um ano.
A vida de um animal inocente era tipicamente espalhada
sobre Israel espiritualmente morto.
O segundo fato é o do bode emissário. Arão depositava os
pecados de Israel sobre a cabeça do bode emissário que era
levado para o deserto para ser devorado pelas feras.
Estavam livres por um ano, cobertos com sangue; e seus
pecados levados para longe deles.