20 de jul de 2013

Linguagens do amor - Parte 1



No último post escrevi um pouco sobre a importância das linguagens do amor. Na ocasião, recomendei o livro “As cinco linguagens do amor” de Gary Chapman e, hoje, quero destacar duas dessas linguagens:
1 Toque físico
Essa é uma das linguagens geralmente bem valorizada pelas mulheres (claro que cabe aos homens também), mas em geral, mais mulheres tendem a essa linguagem, pela forma que foi criada, pelo gênero feminino, querer tocar e ser tocada e gosta de um “ajeitado”, vocês me entendem?
A linguagem do toque físico é gostar de ajeitar, de ficar perto, de cuidar. Tem homem que não gosta dessas características e pensa: “que mulher grudenta, parece um gato”. Se você mulher tem muito essa linguagem haverá um choque grande se o marido não a tiver.
O toque é mais próprio da mulher do que o homem. O contrário também existe. Há algumas mulheres que, às vezes, foram criadas sem muito carinho dentro de casa. Teve um pai que nunca a afagou, talvez a sua mãe só cobrava as coisas que você tinha que fazer dentro de casa, que tinha que estudar para tirar uma boa nota e tal. Mas, ninguém nunca chegou para dar um “ajeitado” elogiar seu cabelo, dizer que você está bonita, que a roupa está boa, e essa mulher cresceu com carência disso.
Quando casamos, uma das coisas disponíveis para nós no casamento é poder tocar e ser tocada, mas se você foi criada sem esse “ajeitado” vai se chocar com a outra pessoa, porque talvez a linguagem de amor da outra pessoa é toque, mas a sua não é.
Então, quando o outro vem tocando e ajeitando você, isso te faz sentir-se mal e os dois precisam entender algo. O que gosta de tocar tem que entender : essa não é a linguagem de amor dele(a).
E aquele que fica abusado porque é tocado demais tem que entender; a linguagem de amor dele(a) é toque. É necessário chegar a um ponto em comum para haver equilíbrio.
2 Atos de serviço
Atos de serviço quer dizer trabalhar e servir o outro. Ajudá-lo em alguma coisa na vida. Em geral, nós temos papeis bem definidos não somente na sociedade, mas na Bíblia. A sociedade se modernizou, mas a Bíblia é a mesma.
Nós mulheres, precisamos saber cuidar de uma casa mesmo que tenhamos uma secretária que possa fazer. Se você pode pagar uma secretária que faça as coisas em sua casa, está ótimo, mas no dia em que ela adoecer, por exemplo, ou até mesmo se ela sair de sua casa e você não conseguir  outra pessoa para trabalhar nela, e agora? O que vamos fazer dentro de casa?
Será que seu marido irá a cozinha para simplesmente fazer café, fritar um ovo? Não. Nós temos que saber fazer. Isso é um papel feminino. Tanto quanto é um papel masculino trabalhar e prover a casa. Ele precisa trazer o dinheiro para dentro de casa. Ele precisa pagar as compras, o aluguel, ou seja, precisa dar conta dessa área. Porque é um papel masculino. Claro, que isso não quer dizer que a mulher não possa também trabalhar e ganhar algum tipo de salário e ajudá-lo nas contas. Mas, sabendo que o papel principal é dele.
Assim como ele sabe que quem tem que observar o andamento da casa é a sua esposa, mas isso não o impede de chegar diante de uma pia, se preciso for, e lavar uma louça, de cuidar de um filho, da uma mamadeira e dispensar a esposa de fazer aquilo naquele momento.
Em geral, os homens valorizam essa linguagem “atos de serviço”. Às vezes, os dois trabalham fora. Isso quer dizer que, no final do dia quando os dois chegam a casa, estão igualmente cansados. Levando em conta que a mulher tem o corpo mais frágil, então, significa que ela se cansa mais rápido do que o homem. Se eles têm a mesma carga horária de atividades, estão cansados na mesma hora. Isso quer dizer que os dois precisam ser servidos.
Não é justo o homem sentar na frente da televisão e a mulher (igualmente cansada) trabalhe um pouco mais. O ideal seria, nesse caso, que de vez em quando pelo menos o homem vá até a cozinha, por exemplo, e ajude-a nas atividades.
João, meu esposo, é muito tranqüilo sobre isso. Ele me ajuda, graças a Deus. Cozinha bem, ele gosta de cozinhar coisas diferentes e gosta que eu o elogie. Eu confesso que não fui criada com muitos dotes culinários e tem muitas coisas que aprendi com ele. Existe também o fato de termos gostos diferentes nas comidas, porque inclusive eu fui criada em estado, lugar diferente. Tive que aprender a comer cuscuz, por exemplo, quase todos os dias.
Sabemos que é normal o homem chegar em sua casa e desejar o jantar pronto na mesa. Mas, que tenhamos bom senso em nossa casa e família sempre. Um ajudando o outro.
No próximo texto falaremos sobre as outras linguagens.