7 de fev de 2010

Série Biografia dos Herois da Fé - Theodore Austin-Sparks

Theodore Austin-Sparks

(Um servo fiel a Cristo e a sua cruz)
Theodore Austin-Sparks converteu-se aos dezessete anos, ao ouvir uma pregação de rua em Glasgow, na Escócia. Dessa forma, iniciou-se uma vida de pregação do Evangelho que durou sessenta e cinco anos. Sparks nasceu em 1910, numa cidade escocesa. Sua mãe conhecia o Senhor e O amava, pois era uma mulher de oração. Theodore cresceu num lar em que sempre havia reuniões de oração, no qual se cria que a Palavra de Deus é a autoridade máxima em todas as questões e no qual se esperava a volta do Senhor Jesus. Sua mãe teve grande influência em sua vida.

Naqueles dias, um dos maiores pregadores na Inglaterra, Dr. G. Campbell Morgan, desejando ajudar a um grupo de jovens no estudo da Palavra, passou a se reunir com eles todas as sextas-feiras, dando-lhes vários estudos bíblicos. Por 52 semanas, Campbell Morgan se reuniu com esses jovens e, dentre os mais brilhantes, estava T. Austin-Sparks. Por esse motivo, ele passou a ser sempre requisitado como preletor em várias Conferências.

Certa vez, ao ministrar numa igreja batista, ele viu uma tremenda mudança vindo sobre toda a congregação. Um após o outro, dentre os conhecidos ali como cristãos, foram sendo salvos. A secretária da igreja, os diáconos, todos foram encontrando o Senhor. Mas, apesar de T. Austin-Sparks ser um conferencista nacionalmente conhecido e requisitado, e apesar de ser um jovem com tanto futuro, ele mesmo sentia uma terrível pobreza em sua vida. Ele sentia que estava proclamando coisas que, na realidade, não eram experiências suas. Ele não tinha dúvidas de que era nascido de novo, mas sentia que estava pregando coisas que ele mesmo não experimentava. Por natureza, Sparks era alguém que se entregava completamente ao que cria, nunca se contentando com uma posição intermediária. Por isso, começou a se sentir um fracasso, pois o que lia na Bíblia não era, para ele, uma experiência própria.

Certo dia, então, ele disse à sua esposa: "Eu vou para meu estúdio; não quero que ninguém me interrompa. Não importa o que aconteça, eu não sairei daquele quarto até que tenha decidido qual caminho vou tomar". Ele sentia imensamente a necessidade de que o Senhor o encontrasse de forma nova, ou cria que não poderia mais continuar seu ministério. Havia chegado ao final de si mesmo.

Fechado naquele quarto, ele passou a maior parte do dia quieto diante do Senhor, e então, começou a ler a carta aos romanos. Nada aconteceu. Ele a conhecia muito bem, pois a havia ensinado tantas vezes e dava esboços dessa porção das Escrituras. Nada de novo ela lhe apresentava, até que ele chegou ao capítulo 6. Ele mesmo disse: "Foi como se o céu tivesse se aberto, e luz brilhou em meu coração." Pela primeira vez ele compreendeu que havia sido crucificado com Cristo e que o Espírito Santo estava nele e sobre ele para reproduzir a natureza de Cristo. Isso revolucionou completamente a vida de Sparks. Quando saiu daquele quarto, ele era um homem transformado. A partir daquele momento, ele começou realmente a pregar a Cristo, começou a magnificar o Senhor Jesus.

Logo começou a ensinar o que chamava de "o caminho da cruz", dando grande ênfase à necessidade da operação interior da cruz na vida do crente. Ele mesmo havia passado por uma crise e aceito o veredito da cruz sobre sua velha natureza, percebendo que essa crise fora a introdução para um desfrutar completamente novo da vida de Cristo, tão grandioso que ele só conseguia descrevê-lo como "um céu aberto".

Sparks recebeu também grande ajuda espiritual da Sra. Jessie Penn-Lewis, a quem o Senhor dera um claro entendimento sobre a necessidade da operação interior da cruz na vida do crente. Ela viu em T. Austin-Sparks o herdeiro de toda a obra que o Senhor lhe havia dado. Sparks se tornou um pregador e mestre muito querido e popular no meio do chamado "Movimento Vencedor".

Mas a experiência que Sparks tinha, em vez de lhe abrir as portas para todos os púlpitos, fechou a maioria delas. Os líderes o temiam, pois achavam que algo estranho, perigoso e errado havia lhe acontecido. E assim começaram a opor-se a ele.


Houve um momento em que ele ficou na rua, sem casa para morar com a esposa e filhos, mas o Senhor logo lhe providenciou uma moradia, na rua Honor Oak. Uma senhora que servia ao Senhor como missionária na Índia e havia sido grandemente ajudada através do ministério de Sparks, ouviu dizer de uma grande escola na rua Honor Oak que estava à venda. Então, comprou toda a propriedade e a deu à igreja. Ali veio a ser um local de comunhão cristã e a sede de conferências Honor Oak. Esse foi o lugar onde conferências eram realizadas três ou quatro vezes ao ano, para as quais vinham pessoas de toda a parte.

Em 1937, Watchman Nee se encontrou pela primeira vez com Sparks. Nee havia lido alguns escritos seus e fora grandemente ajudado. Logo após, porém, começou a 2ª Guerra Mundial, e aquelas conferências cessaram, pois o mundo todo estava em turbulência. Todavia, ao terminar a guerra houve um período maravilhoso na história daquela obra e ministério. De 1946 até 1950 houve conferências cheias da presença do Senhor.

Por várias razões, muitos outros sofrimentos vieram à sua vida, mas ele cria que, se por um lado, a cruz envolve sofrimento, por outro, ela é também o segredo da graça abundante. Por ela, o crente é levado a um mais amplo desfrutar da vida de ressurreição e também a uma verdadeira integração na comunhão da Igreja, que é o Corpo de Cristo.

A enorme oposição que Sparks enfrentava era inacreditável. Livros e panfletos eram escritos contra ele, pregadores falavam contra ele, davam-lhe a fama de ser um falso mestre, cheio de ardis. Esse isolamento total a que o colocavam era, de muitas formas, a prova mais dura que ele suportava. Ano após ano, ele ia a Keswick onde, atrás da plataforma, estava escrito: "Todos somos um em Cristo". Mas sempre que ia ao encontro daqueles com quem já havia trabalhado e estendia-lhes a mão, eles não o cumprimentavam, não lhe dirigiam nem uma só palavra e lhe viravam as costas. Isso era para ele muito mais difícil de suportar do que todos os outros problemas.

No final da vida, Sparks estava só; havia muito poucas pessoas com ele. Campbell Morgan, Jessie Penn-Lewis, F. B. Meyer e A. B. Simpson tiveram grande influência na vida de T. Austin-Sparks. Ele costumava dizer que de todos os pregadores americanos que ele conhecera quando jovem, A. B. Simpson era o mais espiritual e o que falava com mais poder.

Sparks sempre utilizava algumas frases que, na época, praticamente não eram ouvidas em outro lugar. Uma delas era que "a Igreja é o corpo de Cristo", outra era que "precisamos ter uma vida de Corpo, que os membros de Cristo são membros uns dos outros". Eram frases muito mencionadas por ele, mas algo totalmente novo e desconhecido no mundo cristão da época. Certa vez ele disse: "Podemos tomar a Igreja, que é o Corpo do nosso Senhor Jesus unida ao Cabeça que está à mão direita de Deus, e reduzi-la a algo terreno, fazer dela uma organização humana". Todas essas frases eram consideradas muito estranhas. No mundo cristão falava-se sobre conversão, estudo bíblico, oração, testemunho, missões, vida vitoriosa. Mas nada se ouvia sobre a Igreja, sobre o Corpo de Cristo, sobre sermos membros uns dos outros. Ele era uma voz profética solitária. Foi isolado, rejeitado, caluniado.

Uma das ênfases de seu ministério era "a universalidade e a centralidade da cruz". Essa era uma das ênfases do seu ministério. Outra ênfase era a preeminência do Senhor Jesus. Para ele, o Senhor Jesus era o início e o fim de tudo, o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último. Ele via que tudo está em Cristo: toda a nova criação, o novo homem, tudo. Outra ênfase era "a casa espiritual de Deus". Ele via a Igreja como a casa espiritual de Deus, como a noiva de Cristo, como o Corpo do Senhor Jesus. Seu entendimento sobre a Igreja era muito claro. Ele dizia: "Isso é o coração da história, o coração da redenção". Por isso, costumava dizer: "Há algo maior do que a salvação". Por essa razão, as pessoas se iravam contra ele e diziam que falar desse modo não estava correto, não era bíblico. Mas Sparks sempre respondia: "A salvação não é o fim, mas é o meio para o fim. O fim que o Senhor tem é Sua habitação, é Sua casa espiritual, Sua habitação no Espírito, e a salvação é o meio para nos colocar nessa casa espiritual de Deus."

T. Austin-Sparks foi um grande homem, e os grandes homens têm também grandes falhas. Ele possuía fraquezas, mas a impressão que ficava em quem o conhecia não era dessas fraquezas, mas o fato de que ele sempre magnificava o Senhor Jesus, não apenas por palavras, mas pela sua vida. Sua própria presença trazia algo do Senhor Jesus. Sempre que ele chegava ou falava, recebia-se a perfeita convicção de quão grandioso o Senhor Jesus é. Isso foi algo que o Senhor fez nele de tal forma que sua presença e seu ministério glorificavam o Senhor.

Em abril de 1971, o irmão Sparks partiu para estar com seu amado Senhor, para esperar até o momento em que a esperança da reunião da noiva de Cristo se tornará gloriosa realidade.

(Adaptado da biografia publicada no livro O Testemunho do Senhor e a Necessidade do Mundo. © Editora dos Clássicos, 2000.)
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Sobre Theodore Austin-Sparks

Algo que fica claro quando se lê os escritos de T. Austin-Sparks é que mui pouca informação é dada sobre ele e sua vida pessoal; pelo contrário, o foco é consistentemente sobre Cristo como sua (e nossa) vida. Sua atenção é continuamente conduzida para longe do mensageiro na direção daquele que é a Mensagem: “Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus como Senhor e a nós mesmos como vossos servos, por amor de Jesus” (2 Coríntios 4:5).

Na edição de julho de 1966 da revista em que Sparks era editor, ele escreveu o seguinte:

“É apenas em certas ocasiões que nós escrevemos pessoalmente. Nosso desejo tem sempre sido o de não atrair atenção para pessoas e coisas no ministério, e o de ocupar nossos leitores com o Senhor e com o ministério de Sua Palavra. Mas de tempos em tempos temos sentido ser sábio e importante lembrar nossos leitores do propósito que definitivamente governa este ministério – e que sempre tem agido assim...

O que, então, é este ministério? Devemos retornar um pouco. O nome deste pequeno jornal, que tem sido a expressão impressa do ministério pelos últimos 44 anos, incorpora seu sentido – ‘Testemunha e testemunho’. ‘Testemunha’: o instrumento ou vaso usado; ‘Testemunho’: o ministério dentro e através do vaso. O testemunho tem sempre existido – mas crescendo à medida que a luz tem aumentado – para a grandeza e plenitude de Jesus Cristo, o Filho de Deus e Filho do Homem. Esta grandeza tem sido centralizada e desdobrada em:


(1) Sua pessoa
(2) A imensidão do propósito eterno de Deus como centralizado nele e exclusivamente relacionado a Ele
(3) A grandeza de Sua cruz como básica e essencial para a grandeza de Sua pessoa e obra tanto pelos crentes como neles
(4) A grandeza da Igreja que é Seu corpo como essencial para, e escolhida para, Sua manifestação final em plenitude e governo no novo céu e nova terra
(5) A necessidade de que todo o povo de Deus saiba, não apenas da salvação, mas do imenso propósito de salvação no eterno conselho de Deus, sendo trazido ao “pleno crescimento” pelo suprimento de Cristo Jesus em ampla medida.

Nós percebemos que o Novo Testamento contém uma tremenda urgência nesta matéria; tal urgência é resumida nas palavras do apóstolo Paulo: ‘advertindo a todo homem e ensinando a todo homem... a fim de que apresentemos todo homem perfeito [completo] em Cristo’ (Colossenses 1:28). Cremos que todas as atividades soberanas do Espírito Santo são direcionadas para este alvo e determinadas por este objetivo.

Pode haver aspectos diferentes, mas o alvo é simples e único. Os grandes esforços evangelísticos e missionários, em tanto quanto são governados pelo Espírito Santo, têm este alvo em vista...

Embora possamos honestamente afirmar que nunca entendemos ser parte de nossa comissão dizer às pessoas para deixarem suas igrejas ou missões, antigos leitores saberão quanto a questão do alimento tem sido um peso para nós. O assunto do alimento espiritual tem espaço amplo no Novo Testamento, e se podemos corretamente ser chamados de ‘ministério’ e não de ‘Movimento’ ou organização, esta alimentação dos famintos mundo a fora pode certamente interpretar nossa preocupação...”

Baseado em Honor Oak, Londres, T. Austin-Sparks não teve falta de oposição e rejeição a si mesmo e a seu ministério nos círculos denominacionais da época. Ele entendia que não devia se defender, o que não ajudava a desfazer mal-entendidos. Entretanto, à medida que os ensinos de Austin-Sparks começaram a encontrar aceitação entre aqueles que tinham um desejo e sede pela plenitude de Cristo, abriram-se portas ao redor do mundo para suas mensagens tanto na forma falada quanto escrita.

O genro de Austin-Sparks, Angus Kinnear, escreveu o seguinte sobre seu sogro: “Desde seus anos iniciais ele creu no poder e na importância da Palavra de Deus falada, e em que todas as instâncias de Sua exposição e aplicação deviam estar relacionadas vitalmente às necessidades atuais e crescentes da vida espiritual das congregações representativas do povo de Deus. Através de Sua Palavra, Deus encontrará os Seus, mas Seu modo de revelação a Seus servos não é meramente através de temas letrados, reclusos ou pesquisados. Ao contrário, faz-se necessário, projeta-se e toma sentido pelo chamado e reação de condições reais. Seu valor – se é para ser algo mais que palavras – está em ser capaz de tocar o povo do Senhor em suas experiências e necessidade, o que tem sido a ocasião de seu chamado original. Este era o chamado especial de T. Austin-Sparks, um homem trilhando um caminho talvez um pouco à parte de seus contemporâneos, mas sempre fiel a Cristo Jesus seu Salvador e Senhor, e comprometido com uma visão de colheitas espiritualmente frutíferas por todo o campo - o mundo de Deus”.

O clamor que vem de suas mensagens repetidamente é para que os crentes cresçam no pleno conhecimento de Cristo, conheçam-no como o Único, o Tudo em Todos, o Cabeça de todos. Ele escreveu numa carta pessoal: “O grande inimigo não desiste em sua determinação de interromper a comunhão e de prejudicar a obra do Senhor ao trazer divisão entre Seu povo. Em todo lugar esta obra maligna está sendo forçada com intensidade crescente. O inimigo está atacando para destruir qualquer coisa que resulte na vinda do Senhor Jesus ao Seu pleno lugar. Nós precisamos permanecer e resistir e fazer tudo em nosso poder para manter este campo longe dele. Isto tem alto custo, e demanda que nós deixemos de lado tudo que é apenas pessoal, e que nós permaneçamos apenas para a glória do nome do nosso Senhor e de Seus interesses. Estou certo que você nunca fará de mim ou de meu ministério um motivo de divisão. Não há necessidade de lutar por mim; o Senhor está no Trono, e Ele pode ordenar as coisas conforme Sua própria vontade”.

Ele fez conferências na Europa, Ásia e nos Estados Unidos, muitas das quais foram gravadas em fitas. Tais fitas estão disponíveis ainda hoje, assim como muitos de seus livros e artigos que tem sido republicados (informações de contato para alguns destes livros e fitas podem ser encontradas na seção de Recursos). Ele cria que aquilo que lhe era dado pelo Único Espírito de Deus devia ser livremente repartido com o Único Corpo de Cristo. Assim, ele não queria seus escritos ou fitas com copirraite – eles estão ainda disponíveis para serem distribuídos em qualquer modo que Deus dirigir - entretanto ele insistia que todos os seus materiais deviam ser reproduzidos exatamente como foram originalmente entregues.

Alguns dos escritos deste website foram transcritos de fitas, outros são de seus muitos escritos. Enquanto ele estava vivo, ele publicou e vendeu seus livros ao preço de custo em Honor Oak. Muitos de seus livros foram primeiro publicados capítulo a capítulo, em uma revista chamada “Uma testemunha e um testemunho” (“A witness and a testimony”), que era publicada em Honor Oak, a qual Austin-Sparks freqüentemente denominava “este pequeno jornal”. Não havia custo de assinatura para a revista, a qual era enviada gratuitamente para todos os que a desejassem. Estava escrito nestas revistas que “Este ministério é mantido pelo Senhor através da mordomia daqueles que o valorizam”.

Na primeira página da revista, ele tinha esta simples constatação:

“O objetivo do ministério deste pequeno jornal, publicado bimestralmente, é contribuir para o alvo divino que é apresentado nas palavras de Efésios 4:3 – ‘até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos...’.

Não está conectado com nenhum Movimento, Organização, Missão ou corpo separado de cristãos, mas é apenas um ministério a ‘todos os santos’. Seu caminhar é acompanhado da oração e esperança de que resultará em uma mais completa medida de Cristo, em um nível mais rico e mais alto de vida espiritual. Isto irá trazer a Igreja de Deus a uma crescente aproximação da vontade revelada dele. Assim, a Igreja pode ser mais bem qualificada para ser usada por Ele no testemunho às nações, e no completar de seu próprio número pela salvação daqueles que ainda serão adicionados pelo Senhor”.

TAS era o editor da revista, que foi publicada de 1923 até sua morte em 1971. Foi então renomeada como “Em direção ao alvo” (“Toward the mark”) e continuou a ser publicada por um colega e colaborador da revista, Harry Foster, até 1989. Após a morte de Austin-Sparks, Harry Foster escreveu:

“Talvez um de seus primeiros livros possa nos dar melhor um pista real de sua vida e ministério. É chamado ‘A centralidade e supremacia do Senhor Jesus Cristo’. Aí foi onde ele começou, e aí foi onde ele terminou, pois se tornou notório em seus anos finais que ele perdeu interesse em outros assuntos e concentrou sua atenção na pessoa de Cristo. Cristo é central! Nenhum de nós afirmará que sempre esteve ‘no centro’, e ele certamente não faz tal afirmação, mas era o objetivo de sua vida e o alvo de toda a sua pregação e ensino reconhecer esta centralidade e prostrar-se a esta supremacia.

No culto de seu funeral havia centenas que responderam com todo seu coração à sugestão de que o irmão Sparks os tinha ajudado a conhecer Cristo de um modo mais profundo e satisfatório. Se alguém pode fazer os homens notar algo mais da importância e maravilha de Cristo, de forma que eles O amem mais e O sirvam melhor, então tal pessoa não viveu em vão. Muitos ao redor do mundo podem verdadeiramente dizer que através das palavras escritas ou faladas de ‘T. A-S’ foi isto que lhes aconteceu. E, em especial, aqueles que reconheceram a Cristo como Salvador através de seu ministério, estes serão sua alegria no dia de Jesus Cristo. Além disso, algumas das verdades, as quais não foram de modo algum aceitas quando ele as proclamou anos atrás, agora se tornaram largamente aceitas entre os cristãos evangélicos. Assim é possível que a longo termo seu ministério se prove ter sido mais frutífero do que aparentou a seu tempo para ele ou para outros. É função do mordomo ser fiel, e isto ele buscou ser: apenas o Mestre é competente para julgar seu sucesso”.